Palco - 30/07/2011

O encontro das cordas sertanejas

O XI Encontro de Culturas conseguiu reunir, no palco principal, cinco violeiros que marcaram os onze anos do evento

por Caio Sena

Foto: Anne Vilela

Da esquerda para a direita: Paulo Freire, Dércio Marques, Pereira da Viola, Noel Andrade e João Arruda

Um Encontro de Violeiros. Nada melhor para coroar a linda noite de estrelas que caía em São Jorge na noite de 28 de julho, quinta-feira, no palco do Encontro de Culturas. E não era qualquer encontro: cinco dos maiores violeiros do país se reuniram para embalar cantigas de viola e os hinos caipiras no palco armado em frente à Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, em um momento único, que misturou alegria, nostalgia e muitos causos.

O Encontro de Violeiros começou com Dércio Marques puxando acordes de sua viola, apresentando um som intimista, com letras exaltando a natureza. Doroty Marques e Mãe da Lua também participaram do momento embalando a percussão.

No palco, os violeiros se revezaram no ponteio da viola. A participação de Pereira da Viola foi impulsionada por um grito vindo da plateia: “Levanta e vem tocar aqui na frente, Pereira!”. Atencioso, Pereira se levantou da cadeira no fundo do palco e assumiu o microfone, entoando sua célebre frase: “Incelente maraviiia.. coisa linda, se melhorar vira rapadura”, agitando o público.


Durante a apresentação, o público se rendeu à ciranda. Foto: Anne Vilela

Alegria, alegria
Entre uma canção e outra, Pereira e seus amigos violeiros arrancavam sorrisos e a animação do público. "Vamos cantar o refrão", convidou Pereira: “Dona Mariana, oi léu léu...” e continuou brincando com o público: “Agora só as vozes mais lindas, a das mulheres”,  para segundos depois, convidar os homens: “Podem soltar as vozes, vamos agora só os trovões!”.

A noite recebeu ainda os causos musicados de Paulo Freire, que além de violeiro, é escritor. Dentre os causos cantados, Paulo reviveu “O homem e a espingarda”, de Zé Mulato e Cassiano, arrancando risos do público. “A apresentação está maravilhosa! Além de serem excelentes músicos, são muito simpáticos e bem humorados”, disse o estudante Pedro Zanette, 23.

João Arruda e Noel Andrade se destacaram por último, preparando o encerramento da festa. Para Noel, “o Encontro foi uma coisa casual, não é nada muito planejado. Já somos amigos de muitos anos e quando estávamos partindo para a Vila trocamos alguns telefonemas para terminar de organizar os detalhes. Existe uma admiração mútua entre nosso trabalho”. Como já se sentem parte da Vila de São Jorge, depois que desceram do palco os cinco violeiros se misturaram com o público para aproveitar o finzinho da noite.

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