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27/07/2007 22:40
Xavante e Xerente
Encontro de parentes ancestrais

por Daniella Borges, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Uma noite de reencontro. Este foi o clima da apresentação dos índios Xavante e Xerente no palco do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Juntos, eles dançaram, tocaram maracá (chocalho) e cantaram para celebrar o reencontro histórico. Separados há mais de 300 anos, eles contaram ao público como foi a divisão de um só povo em duas etnias. Eles migravam constantemente em busca de novos territórios onde pudessem se refugiar dos colonizadores. Em uma dessas migrações, ao atravessar o rio Tocantins, o grupo encontrou um animal desconhecido nas águas: o boto. Uma parte do grupo, conhecida como Xavante, teve coragem de atravessar o rio. A outra, o atual povo Xerente, ficou com medo do animal e não seguiu seus parentes. 

O povo Xavante vive no Mato Grosso, se autodenomina Akwen Uptabi e sua língua é da família Jê. Quatro homens da etnia Xavante junto com seis representantes da etnia Xerente apresentaram no palco o ritual de cura. "Somos índios verdadeiros e estamos aqui para mostrar nossos modos de vida e tradições. O Siwawerenhore é um canto e uma dança especial de cura que nós fazemos na nossa aldeia quando os índios adoecem", explicou o cacique Quirino Xavante. Em círculo, os dois grupos indígenas desceram do palco e convidaram o público para dançar o ritual que, no Encontro, tinha como finalidade alegrar e dar boas vindas às pessoas que chegavam de longe.

A etnia Xerente localiza-se ao leste do rio Tocantins, se autodenomina Akwen e sua língua também é da família Jê.  "Nós somos parentes, os Xavante e os Xerente, e a nossa linguagem é a mesma. Eu trabalho com a união. Sou o conselheiro da paz do meu povo. Desde 1978 que eu trabalho para o povo da nossa nação. Já andei muito para cumprir essa missão", afirma o cacique Justiniano Xerente, que mostrou ao público como ele faz discurso na aldeia.

Para o folião Josimar Pereira dos Santos, 36 anos, de Alto Paraíso (GO), que participa do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros desde a quarta edição, é muito importante a presença dos índios no evento para mostrar a força de suas tradições. "O ritmo deles, as pinturas são muito bonitas. Aqui os índios mostram a raiz da natureza deles, as tradições em que eles foram criados e que são mantidas até hoje", afirma Santos.

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