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29/07/2007 23:13
Opereta Sonhos Verdes
A ópera da comunidade

por Alexandre Rissate, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Último espetáculo do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, a Opereta Popular Sonhos Verdes subiu ao palco na noite de sábado, 28 de julho, convidada pelo organizador do evento, Juliano Basso. Doroty Marques e as crianças do projeto Turma Que Faz eram a atração mais esperada da noite.

"Semente doente, semente carente, semente sem fruto, gelada. Veneno, veneno, veneno". Estes versos embalaram o início do drama vivido pela semente natural representada na opereta. Cansada do desmatamento, poluição e desrespeito com a natureza, ela parou de se reproduzir, e o mundo começou a enfrentar a escassez de alimentos.

Camila Pinheiro

Crianças representam a fauna e flora do cerrado

Entra em cena o sem-terra Brasilino que, com a enxada nas costas e cabaça na mão, vai para a selva encontrar a semente e tentar convencê-la a acabar com o caos. O veado, a onça, o lobo guará e a anta cercam Brasilino, que enfrenta vários obstáculos para salvar a humanidade.

"Eu cheguei aqui há quatro anos, assisti ao Encontro e fiquei", conta Doroty Marques, a arte-educadora responsável pela montagem da Opereta Popular de São Jorge. Desde essa época, ela desenvolve trabalhos de arte e educação com as crianças da Vila e, em conseqüência, também com os pais. Parte desse trabalho foi mostrado na opereta, com o coral formado pelas mães das crianças.

Marcelo Scaranari

Os animais, construídos com a ajuda das crianças, cercam Brasilino

Encontro de culturas

Vestidos com saias feitas de cordas, as crianças apresentaram a diablada, manifestação tradicional dos países latinos. Vestidos de diabos, eles davam cambalhotas e ensinavam caminhos errados para Brasilino, arrancando gargalhadas do público.

Marcelo Scaranari

Getúlio Krahô e o sem-terra Brasilino: perdão pelos prejuízos à natureza

O sem-terra só encontrou a semente com os índios Krahô, que fizeram uma participação especial na apresentação. Getúlio Krahô, líder da tribo, subiu ao palco para receber o pedido de perdão de Brasilino pelos prejuízos causados à natureza. O índio o chamou novamente de aluno e o ensinou a plantar a semente recém-conquistada.

Mudança

O projeto Turma que Faz possibilitou uma grande mudança na rotina das crianças da Vila São Jorge. Com Doroty Marques, elas aprendem arte, preservação da natureza, educação. "Eu choro todas as vezes que os vejo apresentar. Doroty modificou a vida das crianças daqui, eram muito agressivas. Tudo mudou depois da arte, ela ensinou a ter mais carinho com o próximo, além de aulas de educação ambiental", conta Jaqueline Teixeira 37 anos, mãe de umas das crianças do projeto Turma que Faz.

Marcelos Scaranari

A apresentação mais esperada da noite reuniu um imenso público na quadra de esportes de São Jorge

Encerrando o Encontro, a comunidade de São Jorge se despediu do público com o convite para uma nova apresentação de sua nova Opereta Popular, em 2008.

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