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27/07/2007 23:23
Mamulengo Riso do Povo
Bela infância

por Arthur Porto, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Se em cinco minutos você for capaz de entender o valor artístico de um espetáculo teatral, a duração deste espetáculo, no fim das contas, não importa. Pode-se dizer isto do Riso do Povo, teatro de mamulengos apresentado na noite do dia 26 de julho na quadra da Escola Municipal de São Jorge.

A apresentação de marionetes começou com um humilde "boa noite", logo esquentado por um forrozinho para o público dançar. Com um certo destaque, surgiu no meio da barraquinha, o primeiro personagem dos mamulengos, que compunha a primeira das dez cenas. As crianças, movidas pela curiosidade, correram para pegar o melhor lugar, seguidas dos adultos.

O teatro, do começo ao fim, foi movido a músicas e diálogos improvisados entre os mamulengos, o cantor e o público. As situações pitorescas do cotidiano nordestino encantaram quem esteve presente. "Tudo isso é muito interativo. Nós vemos as situações chatas do dia-a-dia de forma engraçada", explicou Thiago Gabriel de Oliveira, 15 anos, estudante do ensino fundamental do município de Alto Paraíso.

As loas - passagens musicais criadas de forma instantânea - dos bonecos do Riso do Povo são definidos pelo sexo das marionetes. Para conduzir a parte feminina, chega Quitéria, a rainha dos mamulengos, que traz consigo a marcha, o samba e o bolero. Já os bonecos de luva possuem como trilha sonora um som cheio de batidas fortes e é ele, Manuel Pacaru, boneco conhecido como Baiano, quem geralmente apresenta essa curiosidade ao público.

"Eu crio o que meus olhos vêem. Se vejo um bêbado caído na rua, chego em casa e crio uma imagem semelhante", relata mestre Zé de Vina, explicando que nada ali, além das histórias e das cantigas, vem da imaginação.

O Riso do Povo, criado em 10 de outubro de 1957 pelo Mestre Zé de Vina, quando seu primeiro boneco, Alegria do Povo, foi vendido para a capital paulista, reforçou de maneira consciente aquela velha história: quem faz o que gosta sempre se dá bem. Segundo o mamulengueiro, ele se sente em casa com a mulher e os filhos quando está se apresentando.

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