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22/07/2007 19:17
Luiz Kinugawa
Djembê e biomúsica

por Luciana Castro, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

O musicoterapeuta Luiz Kinugawa veio ao VII Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros para participar do show da guineana Fana Konatê, com quem é casado. Convidado para ministrar uma vivência sobre seu conhecimento e trabalho com música, no domingo, 22 de julho, Luiz propôs que os participantes iniciassem com ele um relaxante alongamento corporal e vocal, onde cada gesto era expresso por um som. Essa era a deixa para que todos começassem a compreender o universo e experiência que Luiz tem com esse tipo de trabalho musical.

Luiz contou um pouco sobre seu projeto Biomúsica, em São Paulo, com moradores de rua, doentes mentais e famílias carentes. O biomúsico é treinado para incentivar a expressão musical, qualquer que seja ela, desde que respeitando espaço, tempo e ritmo de cada um. Ele defende a idéia de que o corpo é um instrumento, junto com a consonância corporal, a pulsação, a colocação rítmica e a afinação melódica.

Após a exibição de um vídeo mostrando cenas de seus projetos com a biomúsica, Luiz contou sobre sua paixão pelo djembê e sobre os dois anos que passou na África, estudando e praticando a cultura musical do continente. "Fui fazer um curso e quando ouvi o som do djembê, me apaixonei. Viajei para a Republica da Guiné para aprender a tocar como eles, porque aqui temos um jeito 'abrasileirado' de tocar", afirma.

"O que sabemos no Brasil sobre a África, em geral, são coisas muito tristes. Mas chegando lá, percebi a beleza e a força daquele povo. Existem coisas muito bonitas, são um povo muito musical, cheios de rituais e valores", declara Luiz. Foi nestes dois anos que ele conheceu a esposa, Fanta Konatê. Os dois voltaram para o Brasil e fundaram o Instituto África Viva, que busca difundir a cultura africana no Brasil por meio de espetáculos rituais, balé africano e aulas de malinkê (uma das línguas faladas por eles) e percussão do djembê.

Para finalizar sua participação, Luiz convidou todos a se sentarem na grama, em uma grande roda, para, juntos com ele e Fanta Konatê, cantarem algumas músicas africanas, usadas em festas de casamento e colheita. A estudante paulista Ana Oliveira ficou fascinada com a vivência. "Vim a passeio a São Jorge e, depois de ver a apresentação de Fanta e Luiz no palco do Encontro, estou acompanhando todas as outras atividades que eles estão ministrando", relata.

 

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