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04/07/2007 11:04
Catira de São João D'Aliança
Um grupo de destaque

por Arthur Porto, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

A tradição dos catireiros de São João D´Aliança, grupo de foliões que tem como objetivo registrar e preservar a catira, dança típica do universo cultural da região Centro-Oeste, é uma das atrações do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

Marcelo Scaranari

Catira de São João D'Aliança durante apresentação no palco do VI Encontro, em 2006

É no mês de julho que a pequena vila de ex-garimpeiros recebe, em grande estilo, a visita desses foliões que ganharam destaque fazendo apresentações em toda a região. Este é o quinto ano que o grupo de catireiros participa do evento. "Lá a gente encontra muitas amizades antigas, os companheiros de catira. Vê outras festas bonitas. Somos muito bem recebidos", elogia Francisco Romualdo, coordenador do grupo.

Início 
Tudo começou há 54 anos, com a emancipação do município de São João D'Aliança, quando a catira se tornou uma dança tradicional na região. Por uma questão de preservação e valorização da cultura local é presença constante no Encontro de Culturas Tradicionais. "Fomos convidados pelo Juliano Basso, coordenador geral do evento, para fazer parte do Encontro de Culturas Tradicionais. O nosso ritmo é bastante diferente, é contagiante", afirma Marilene Batista dos Santos, coordenadora do grupo.

O som da viola, acompanhado de diversos enredos e versos improvisados, em compasso com as palmas e o sapateado, desperta a alegria das pessoas que ao mesmo tempo procuram entender o verdadeiro significado dessa dança cheia de ritmo.

No Encontro, toda essa folia ocorre em devoção ao Divino Espírito Santo e ao padroeiro São João Batista. Porém, em São João D'Aliança, as festividades começam no dia primeiro de janeiro e vão até o dia 20, em homenagem a São Sebastião e aos Santos Reis. Por estar tão relacionado à religião, o enorme grupo de catira transformou a dança em um elemento fundamental da cultura da cidade. Com o tempo as mulheres passaram a participar e fizeram um grupo para dançar, cantar e rezar.O certo é que os catireiros de São João não participam do encontro só para sapatear e arrancar palmas da platéia. Nos movimentos desses foliões percebemos os traços marcantes de uma identidade cultural que traduz, de forma simples e concisa, a vida no cerrado brasileiro.

Novo grupo
Catira Mirim é um novo grupo que surgiu em 2004, formado pelos filhos dos catireiros. O objetivo do grupo é o mesmo: continuar preservando essa folia de geração em geração. As crianças, com idades a partir de três anos, já aprendem a sapatear com o sorriso no rosto e são o orgulho dos pais.

Catira

Também denominada cateretê, a catira no Brasil remonta aos tempos coloniais. Criada para homens, é dançada em fileira, tendo à frente dois violeiros que cantam modas de viola, cujas letras relatam histórias satíricas ou de amor. Na seqüência, os dançadores sapateiam e palmeiam ao ritmo das violas e abrem caminho para novos versos dos cantadores. A dança termina com o recortado, uma coreografia em que os dançadores, sempre sapateando, alternam seus lugares.

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