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22/07/2007 13:08
Luciane Menezes e Cia. Brasil Mestiço
Jongo, samba de roda e carimbó

por por Arthur Porto, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Enquanto o show de Luciane Menezes e Cia. Brasil Mestiço não começava, na noite de sábado, 21 de julho, os Embaixadores da Lua, mestres de cerimônia do Encontro, começaram uma grande roda com as pessoas que aguardavam a apresentação dos cariocas. As gargalhadas e os pulos animaram o público, que aproveitava a roda e esquentava as pernas para o que viria a seguir.

Em seguida, uma moça de vestido branco e voz forte apareceu no palco. Luciane Menezes agradeceu a presença de todos e deu início ao seu espetáculo, acompanhada da Cia. Brasil Mestiço.

Logo no início, uma homenagem a São Jorge levantou o público. Os dançarinos da Cia. Brasil Mestiço entraram na quadra para mostrar ritmos afro-brasileiros e, neste momento, ninguém mais conseguiu ficar parado. Quem não sabia dançar acabou improvisando seus próprios passos.

Ao som do triângulo flauta, violão e sanfona, um forró animado deu o ritmo para os casais que formados pelos dançarinos e público, criando um imenso arrasta-pé na quadra.

Luciane Menezes abriu uma roda e convidou todos para dançar o jongo, dança de roda de origem afro-brasileira. Os dançarinos da companhia não pararam um minuto. "É muito bom se movimentar. Nossa rotina não é programada e dançamos sempre. É assim que surgem nossas coreografias", ressaltou Suzana Valéria, da Cia. Brasil Mestiço.

Quase todo o repertório do show é composto de músicas que cultuam os orixás, divindades oriundas da África, além de cantarem o valor das riquezas naturais que nosso país possui. "Tudo depende das pessoas. Se eu percebo que elas querem dançar eu canto músicas mais agitadas", explica Luciane Menezes.

Orixás

O grande momento da noite foi a "Dança dos orixás", música do compositor carioca Paulo César Pinheiro. A coreografia, totalmente teatral, é composta de movimentos suaves, embasados nos rituais africanos. O público não sabia se dançava ou se assistia o show. "Fico correndo de lá pra cá, dançando igual a uma boneca. Estou me divertindo com esses novos ritmos", afirmou Clara Rezende, estudante de enfermagem da Unicamp.

Outra roda se abriu e a cantora desceu do palco para ensinar o pessoal a dançar o carimbó, ritmo de origem negra com influências portuguesas. As mulheres dançavam um pouco no centro com um lenço e escolhiam um homem para participar. A moça enrolava o pano, colocava no chão e o escolhido pegava o mesmo com a boca.

No embalo, a cantora, que divide o palco com o cantor Marcos André, iniciou um samba-de-roda. Quando Luciane Menezes agradeceu e se despediu do público, ao som do "Mais um, mais um". A música Maracatu foi a última, encerrando a noite com uma grande festa.

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