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23/07/2007 11:36
Zabé da Loca
O pife na quadra da escola

por Alexandre Rissate, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

O som distinto da rabeca ecoou no palco do VII Encontro de Culturas, fazendo fundo para um poema sobre a história de vida de Zabé da Loca, uma senhora de 83 anos, franzina, tocadora de pife cheia de fôlego. Com um lenço na cabeça e passos curtos, Zabé mostrou toda sua simplicidade e talento ao público que aguardava sua apresentação na quadra de esportes da Vila de São Jorge.

O grupo de pífanos formado por Joseane no prato, Thales na zabumba, Pitó na caixa e Douglas no pífano subiu ao palco com roupas de algodão cru, chapéu de palha, sandálias de couro e muita disposição. Zabé, mulher de poucas palavras, falou seu seu "oi" para o público e iniciou a apresentação, com o tempero do pife e da rabeca, transformando São Jorge em um pedacinho do sertão nordestino. "É a derradeira", av avisando que era a ultima música. Mesmo assim a sua simpatia era contagiante.

Na quadra da escola, o público dançava muito, uns com passos miudinhos, outros com rebolados extravagantes. "Tive a oportunidade de ver uma artista muito bela", conta a psicóloga Mariana Nafezoni, 25, de Vitória (ES).

O jornalista Zanoni Antunes, 55, morador de São Jorge, conheceu Zabé logo que ela chegou à Vila. "É fantástico, a cultura brasileira é muito rica e precisa de encontros como esse por todo o país. As pessoas precisam conhecer essas manifestações" afirma.

Bastidores

No camarim, Zabé dançava e cantava com os músicos. A caixa de Pito, que estava com problemas, recebeu atenção especial de Zabé. "Gostei muito daqui, o povo me tratou muito bem, só que achei muito longe", disse a artista, que viajou cinco horas de ônibus para pegar um vôo para Brasília, e mais três horas de carro para chegar à Vila.

Lú Araújo, produtora de Zabé, conheceu a artista há cinco anos, quando o projeto Cantos do Semi-Árido, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, fez seu primeiro registro. Em 2004, no projeto Da Idade do Mundo, Zabé conheceu Carlos Malta, diretor de seu terceiro CD, que será lançado em setembro de 2007.

O CD Bom Todo foi gravado em duas etapas. A primeira em 2005 e a segunda em março de 2007, ambas em Recife, com o patrocínio da Petrobras. Após o lançamento, eles pretendem fazer uma turnê nacional. O disco será o primeiro lançamento do selo Crioula Records, de Lu Araújo. "Esse é o segundo CD de Zabé da Loca. O primeiro é uma raridade, nunca foi lançado", diz a produtora.

Bom Todo traz a participação especial do rabequeiro Maciel Salú, filho de Mestre Salustiano, e do cantor, compositor e percussionista Escurinho, que compôs uma ciranda para Zabé. O disco também apresentará composições inéditas de Manoel Leite de Mello, conhecido como Beiçola, integrante do grupo, que faleceu em 2006.  

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