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24/07/2007 11:32
Oficina com Mestre João Pequeno
História viva da capoeira angola

por Alexandre Rissate, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

No terceiro dia do VII Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros, Mestre João Pequeno, um dos maiores nomes da capoeira angola no Brasil, ministrou uma oficina para os participantes do Encontro.

Para iniciar, Mestre João Pequeno ensinou um cumprimento usado na roda de capoeira.  No aquecimento, os alunos já começaram a ter contato com a capoeira. A neta de João Pequeno, Cristiane Pereira dos Santos, é quem ensinava os golpes. Ela começou ensinando o Rabo de Arraia e a Negativa, processos básicos de iniciação da capoeira. Logo depois, os alunos assistiram um vídeo de Mestre João Pequeno e Mestre Pastinha jogando capoeira.

Mestre João Pequeno ficava sentado observando os ensinamentos da neta. "As pessoas entram na capoeira querendo ser valentões, mas nós ensinamos o sentido da capoeira e isso acaba mudando", ensinou o Mestre.

Vitor Castro 39 anos é aluno de João Pequeno desde 1986 e professor de capoeira. Ele ensinou uma nova forma de dar o ritmo da capoeira, transformando o chão em atabaque. Todos batiam com a mão direita no chão e cantavam os versos "Quem é ele? Jogador de Angola! Quem é ele? Jogador de Angola!".

Depois de uma introdução de golpes básicos, os alunos fizeram uma roda onde gingaram de mão dadas, como uma ciranda ao ritmo da capoeira. O desafio era se entrelaçar e se desenrolar.

Crianças e adultos, principiantes e experientes aprendiam juntos. A oficina buscava a igualdade entre as pessoas. Para Vitor, o único mestre de capoeira no Brasil é João Pequeno. "Ele não é só um discípulo de Pastinha, ele representa a união das pessoas por meio da capoeira", afirma.

João Pequeno representa os valores, a memória, a continuidade, os princípios educacionais da cultura da capoeira angola no Brasil. Capoeiristas de várias regiões do Brasil vieram ao VII Encontro conhecer o mestre como os grupos Calunga de Goiânia, Meninos de Angola da Cidade de Goiás, as crianças do projeto Turma Que Faz e vários iniciantes.

Scarllet Dolpasso, 15 anos, mora em Brasília e pratica capoeira regional há um ano. Quando soube da presença de Mestre João Pequeno, não perdeu a oportunidade de conhecer um Mestre, mesmo sendo de outra linha. "A capoeira é uma injeção cultural nas comunidades, é um caminho para tirar muitas pessoas da pobreza", afirma.

Ao final da oficina, mestre João Pequeno, mesmo com a saúde debilitada, cantou uma ladainha, tocou berimbau e agradeceu as pessoas, convidando para a grande roda de samba que se formou.

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