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22/07/2007 17:44
O Divino e a Música Caipira
Roberto Corrêa encanta com uma aula sobre viola caipira em São Jorge

por Jeyce Sousa, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

O palco da primeira noite do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros se transformou em uma aula de viola caipira. A aula-espetáculo O Divino e a Música Caipira, de Roberto Corrêa, encantou o público presente.

Solista habilidoso, Roberto iniciou a aula com ponteados de viola, e, ao longo do espetáculo, explicou os diferentes tipos e ritmos da viola caipira brasileira. Segundo Roberto, sua intenção é fazer uma ponte entre todas as culturas que formaram a cultura brasileira.

O público se emocionava ao acompanhar a voz suave de Roberto Corrêa. Usando a linguagem peculiar da moda de viola, ele explicava o significado de cada canção antes de começar a cantar.

O público do violeiro é muito diversificado. Entre os que acompanhavam a apresentação, uma fã muito especial de Roberto acompanhava todas as canções. "Já conheço há vários anos o trabalho dele. Sempre que posso, acompanho suas apresentações", conta Cleri Fichberg, Secretária de Cultura do Distrito Federal, que disse admirar muito o Encontro de Culturas pelo espaço dado à cultura regional.

No palco, Roberto explicou sobre os tipos de viola que são usados no Brasil, como a viola de tala de buriti e a de coxo. "Essa viola é feita de uma tora de madeira oca. Se toca como um violão em cima e como um violino na parte de baixo, não é uma gracinha?", brinca o violeiro. Na viola de coxo, ele tocou a briga entre uma seriema e uma cobra para divertir o público.

Emoção

Roberto contou um pouco de sua história pessoal ao citar seu avô, "violeiro assassinado por causa de uma moda de viola que ele fez denunciando as políticas locais. Só fiquei sabendo dessa história depois que já era violeiro", lamenta. Ele tenta preencher o espaço vazio deixado pela morte do avô aprendendo e conversando com outros violeiros.

Quando elogiado, Roberto diz que ele é como uma porta para as origens de cada pessoa, pois todos temos uma forte ligação com o passado. "É como se as pessoas pudessem enxergar dentro de si, e eu fosse só uma porta", explica. Ele atribui seu sucesso ao fato de as pessoas se sentirem felizes ao ver alguém tratando com amor a música que é a origem de todos nós.

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