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26/06/2007 10:36
Capoeira Angola
Mestre da Ginga

por Alessandra Alves, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Do Centro Histórico de Salvador para a Chapada dos Veadeiros. Os amantes e admiradores da genuína Capoeira Angola terão a chance de conviver com uma das mais importantes referências dessa arte no Brasil: Mestre João Pequeno, que ministra uma oficina de capoeira angola durante o VII Encontro de Culturas Tradicionais.

Discípulo de Mestre Pastinha e mantenedor de seu legado, João Pequeno continua em plena atividade aos 80 anos de idade. Nascido no sertão baiano, joga capoeira desde os 13 e por meio de seu trabalho preserva a linha de transmissão da Capoeira Angola iniciada por Mestre Pastinha.


Mestre João Pequeno

Inaugurada em 1982, após a morte de Mestre Pastinha, a Academia de João Pequeno de Pastinha teve grande influência sobre a recuperação do Centro Histórico de Salvador. O nome escolhido exprime o forte vínculo com o grande Mestre da capoeira, não apenas no que se refere aos métodos de ensino e jogo, mas principalmente ao seu espírito associativista.  

Por meio de sua academia, Mestre João se preocupa em agregar os "angoleiros" para que eles possam utilizar instrumentos comuns de preservação e expansão da Capoeira Angola e também sejam assistidos socialmente. Essa iniciativa surgiu da indignação do capoeirista ao detectar as dificuldades enfrentadas por vários mestres. Alguns chegaram a morrer como indigentes, incluindo Mestre Pastinha, o maior nome da Capoeira Angola.

Revitalização da Capoeira

No início dos anos 1980 a Capoeira Angola era praticada apenas em duas ou três academias na cidade de Salvador. Eram grupos de resistência, que se mantinham realmente comprometidos com a difusão de uma filosofia de vida e não apenas na formação de "grupos folclóricos".

O processo de renovação dos angoleiros foi muito comprometido nesta época e poucos resistiram às influências dos movimentos de esportização e folclorização da capoeira. Neste contexto, nasceu a Academia de João Pequeno de Pastinha.

Criada para combater essa tendência, a academia transformou-se em um importante elemento de revitalização da Capoeira Angola, resgatando a linha de Pastinha. O próprio mestre legitimou João Pequeno para a condução desse processo. "Eles (se referindo a João Pequeno e João Grande, seus dois contramestres de então) serão os grandes capoeiras do futuro, e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A estes rapazes ensinei tudo o que sei, até o pulo do gato. Por isso tenho as maiores esperanças em seu futuro" (Diário de Notícias 3/10/1970).

 Sem perder seus laços tradicionais, a Academia de João Pequeno procurou modernizar-se em relação à prestação de serviços. No local, além das aulas e rodas são realizadas exposições e seminários. Além disso, uma fábrica de berimbaus (instrumento característico da capoeira) foi criada, assim como um posto de comercialização para as peças produzidas.

Esse modelo de funcionamento tornou-se uma matriz multiplicadora. Diferentemente de Mestre Pastinha, que buscava preservar a capoeira de influências externas e para isso não permitia a participação de estranhos, João Pequeno abriu suas rodas de capoeira, que passaram a ser freqüentadas por praticantes dos mais variados estilos. Por meio deste contato, João passou a influenciar outras práticas de capoeira tornando-se referência para todas as correntes dessa arte.

Apesar dessa abertura, Mestre João manteve-se atento ao processo de renovação da Capoeira Angola. Com o intuito de formar agentes multiplicadores de sua prática, dedicou durante toda sua vida uma atenção especial aos jovens capoeiristas.

Reconhecimento

Uma das mais importantes manifestações da cultura popular, a Capoeira Angola atualmente é uma atividade reconhecida não apenas em Salvador, mas em todos os estados brasileiros e em muitos países, como uma prática regular.

A Academia de João Pequeno tem se destacado também pelo interesse acadêmico. A academia está presente em diversos eventos internacionais e em tours culturais em vários países das Américas e Europa, a instituição atrai à Bahia muitos estrangeiros e pessoas de outros estados que chegam ao local para aprender um pouco mais sobre a capoeira.

 

Mestre João Pequeno

Um dos mais importantes e experientes mestres da Capoeira Angola em atividade, Mestre João Pequeno faz da capoeira uma arte. Nascido João Pereira dos Santos, no sertão baiano, mantém-se em plena atividade aos 80 anos.

Disposição, agilidade e vitalidade não faltam ao capoeirista que na Bahia participa de rodas semanais para mestres em atividade.

Integrante da delegação brasileira no Premier Festival dês Arts Nègres, em Dakar, no Senegal, é frequentemente convidado para ministrar cursos de capoeira em todo o mundo.

Grandes mestres da nova geração angoleira passaram por sua academia em Salvador. Aos jovens alunos, João Pequeno ensina que a capoeira deve ser praticada com dignidade e respeito, jamais sendo usada como forma de violência.

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