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21/07/2007 17:22
Folia de Colinas do Sul
Vermelho e branco

por Arthur Porto, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Para alguns, a folia começou mais cedo. Antes dos foliões de Colinas do Sul se apresentarem no palco do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, Alexandre Magno, estudante do Colégio São Carlos em Brasília e Diego Pereira Cruz, morador de São Jorge, mostraram seu entusiasmo na Associação Comunitária da Vila de São Jorge - Asjor, cantando versos solenes do Batuque da Rainha, que retratam o período do ciclo do ouro e do cerrado goiano.

Lá vem o rei mais a rainha,
o rei é seu a rainha é minha.

A rainha é de ouro, de ouro só
O rei é de couro, é de couro só...

De noite, minutos antes da chegada dos foliões, os Embaixadores da Lua, mestres de cerimônia do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, falaram sobre a tradição de Colinas de Sul, festa que ocorre anualmente no município, na primeira quinzena do mês de julho.

Logo após a explicação da dupla, ouviu-se de longe o som do tambor e do pandeiro. O público presente, curioso, assistiu o grupo de foliões romperem a quadra. De uma forma contagiante, os alferes, com bandeiras do Divino e de Nossa Senhora do Rosário, conduziram os outros foliões até o Cruzeiro iluminado por velas.

Marcelo Scaranari

Foliões empunham as bandeiras do Divino e Nossa Senhora do Rosário

Os foliões continuaram a caminhada, atravessaram o Cruzeiro e se depararam com o Arco da Aliança, duas bananeiras amarradas em forma de arco, ricamente enfeitadas para a apresentação. Começou então o giro da bandeira branca e vermelha, movimento feito pelos alferes antes de atravessar o arco para seguir até o altar, localizado no palco.

Enfeitado com velas e imagens de santos católicos, o altar chamava a atenção por sua simplicidade ao receber todo o grupo. O céu azul ajudava a completar o cenário musical.

 "Cantamos sempre em louvor aos santos que somos devotos. É uma forma de valorizar a nossa fé. A representação do pouso de folia toca o meu coração e limpa a minha alma", conta Brazin Paulino, integrante da Folia.

Os foliões encerraram a apresentação com as canções Minuana e Carolina enquanto um integrante chega ao microfone para deixar uma mensagem de fé: "O nada com Deus é tudo. E o tudo sem Deus é nada".

Público

O público não conseguiu esconder a emoção. As crianças, surpresas, sentaram no chão para apreciar esse universo desconhecido. "Eu não conheço muito bem essa festa, mas eu gosto de coisas diferentes. É tudo tão bonito", afirma Iona Antonina, 10 anos.

Entre os adultos, que acompanhavam toda a procissão, a reação era parecida. "Sempre tive interesse em ver algo diferente. Mesmo não tendo nenhuma devoção, fiquei admirada. É tão exótico", ressaltou Neiva Menezes, comerciante.

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