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18/07/2007 17:09
Candombe
Um samba diferente

por Arthur Porto, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Conhecer algo novo é sempre bom, ainda mais quando está ligado a algum contexto histórico. O VII Encontro de Culturas Tradicionais traz, diretamente do Uruguai, o grupo Candombe. Parecido com o samba, uma das riquezas brasileiras, o candombe é um ritmo popular do Carnaval afro-uruguaio que ocupa teatros e ruas da capital.

Com mais de 200 anos, o som de três tambus - tambores feitos de madeira, com pele de animal na sua boca superior - traduzem a consciência negra e a alegria de um povo festeiro.

Os tambores piano, chico e repique conduzem dentro desta festa as vedetes, mulheres com um gingado de dar inveja, a mama vieja, personagem que simboliza as velhas escravas, o gramillero, companheiro da mama vieja, e o escobero, bailarino que faz malabarismos e executa passos de dança.

Proveniente da África, esta tradição desempenha um papel fundamental na vida dos cidadãos uruguaios. Além de preservar o acervo ancestral africano da raiz Banto trazido pelos negros chegados ao Rio da Prata, o candombe aproxima uma geração de jovens percussionistas, que na maioria das vezes seguem o exemplo da família.

Dançar ao som desses batuques é extremante fácil e contagiante. A cintura e os pés devem ficar em segundo plano, enquanto os braços, alternando-se suavemente, ganham grande destaque nessa ginga. A principal regra é se divertir e entender a formidável essência da união dos três instrumentos.

Folia de tambores

Primeiro uma mão, depois a outra. Todos ao mesmo tempo. No período colonial, africanos recém chegados chamavam os tambores de tangó, uma senha para indicar o lugar onde as danças candomberas iriam acontecer. Batucadas representam a dança negra, como se fosse um ritual. As músicas contam o lamento de escravos, foram levados para a América do Sul, para serem vendidos e submetidos a duras tarefas.

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