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18/07/2007 16:13
Oficina de teatro grego
Tragédia Grega

por Alessandra Alves, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

"Às escarpas do Citéron, onde estão me vou / e, com as Bacantes, dos coros participarei"
 As Bacantes, de Eurípedes.

A tragédia grega, berço das representações cênicas, chega à Chapada dos Veadeiros. Desenvolvida a partir de rituais praticados pelos gregos antigos, a tragédia faz referência a fatos relacionados aos deuses do Olimpo e explora situações do cotidiano dos homens.

Os teatros gregos eram espaços circulares construídos a céu aberto. Sua estrutura, feita com degraus de pedra em volta da orquestra, foi planejada para que o público tivesse acesso a todas as dimensões do espetáculo, principal atração da cidade. No centro, junto ao altar de Dionísio, o coro cantava e dançava, acompanhando os atores que encenavam no palco.

Tanto tragédias quanto comédias eram frequentemente representadas nos ritos religiosos do festival de Dionísio, realizado em Atenas. Poetas locais apresentavam três tragédias, geralmente sobre temas diferentes, e uma comédia, sendo que apenas um era consagrado vitorioso.

A programação de oficinas do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros inclui uma oficina do tradicional Teatro Grego, refletindo a amplitude da proposta do evento em 2007.

Trechos da tragédia As Bacantes, do poeta, dramaturgo e filósofo grego Eurípedes serão explorados, assim como a composição e a estrutura dos coros. "Vamos ter a oportunidade de agruparmos pessoas de culturas diferentes para trabalharmos juntos, a partir de pequenos textos da tragédia As Bacantes, como um coro, utilizando nosso material pessoal, nossa voz, nosso corpo, nossa lembrança, nosso conhecimento geral", resume a ateniense Aklidi Polyxeni, responsável pelo projeto.

Canto e Dança

Composto por 12 a 15 cantores-dançarinos, o coro trágico comenta a ação dos atores, expressando sentimentos pelos personagens ou destacando o sentido religioso da ação por meio de preces. Pode também simbolizar o grupo, cidade ou exército, cuja sorte está ligada aos personagens. Seus movimentos fazem referência tanto às flutuações quanto as interações das relações de poder.

O Coro é considerado o núcleo inicial do teatro grego, porém sua função foi se enfraquecendo na medida em que os atores no palco tornavam-se o centro da ação. No teatro ocidental chegou a desaparecer, sendo ressucitado modernamente pela ópera e mais recentemente pelas comédias musicais. As canções não eram entoadas durante toda a encenação, algumas vezes os integrantes do coro utilizavam falas recitativas ou até mesmo coloquiais ao se dirigirem aos atores.

Assim como os atores, os componentes do coro apresentavam-se com figurinos variados. Como explica Polyxeni, na tragédia antiga a história se desenvolve a partir dos atores, que concentram a ação dramática e de um grupo de pessoas que cantam, falam e dançam juntos o coro. Durante a oficina, o objetivo é produzir um pequeno coro, explorando características determinantes da tragédia grega.

Representação

Aos atores, cabe o papel de representar os deuses e heróis que compõem o drama. Na tragédia grega o número de intérpretes é reduzido, ficando entre um e três. Téspis, na Grécia antiga, foi o primeiro dramaturgo a inserir a figura do ator, que passou a dialogar com o coro. Tradicionalmente os diálogos concentram-se apenas entre dois atores, que dão a totalidade da ação.

Com figurinos bem ornamentados e pesados que incluíam as conhecidas máscaras simbolizando a idade, sexo e a personalidade das personagens representadas, os atores trágicos naturalmente movimentam-se de forma lenta e com gestos amplos. Devido as grandes dimensões do teatro, os atores acabavam sendo escolhidos para integrarem as produções por causa de sua potência vocal.

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