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14/07/2007 17:44
Caixeiras do Divino
As Sacerdotisas do Divino

por Alexandre Rissate, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

As Caixeiras do Divino recebem esse nome por tocar caixa, um tambor feito à mão de troncos escavados e cobertos com couro de cabra. São mulheres que moram em regiões pobres, quilombos e comunidades remanescentes na região de Itapecuru Mirim, interior do Maranhão.

Elas estão à frente das festas do Divino Espírito Santo que, geralmente, são conduzidas por homens. Sem as Caixeiras não tem festa. Elas são as sacerdotisas do culto festivo para o Espírito Santo nos terreiros das religiões afro-descendentes.

O período em que os terreiros celebram o Divino Espírito Santo é chamado Tempo do Divino. Começa no Sábado de Aleluia com uma ladainha ou salva. Ao final desse tempo as senhoras só tocarão o ritual do Divino na mesma casa no próximo ano.

Antigamente, com o custo alto da festa, as caixeiras viajavam por cidades e povoados esmolando pelo santo. Saíam de porta em porta pedindo jóias as doações para a festa. Atualmente essas andanças são raras, mas alguns festejos continuam com esse costume.        

Formação

A formação de uma caixeira é lenta e exige muito conhecimento devido à complexidade do ritual. Cada grupo possui uma líder: a Caixeira-régia que conhece todas as etapas do ritual, tem autorização do dono da casa e comanda todas as outras. A Caixeira-mor auxilia e a substitui em casos excepcionais, enquanto as outras ajudam e reforçam as salvas e os cantos. Essa hierarquia dá-se pelos anos de caixa e grau de conhecimento do ritual, o que enriquece e facilita o improviso nos cantos.

Qualquer mulher pode entrar no grupo, porém ter dedicação e esforço não basta. É preciso justificar o interesse. As obrigações são diárias e a pretendente é avaliada: se for considerada confiável, é bem vinda no grupo.

O Império

Representantes dessa tradição estarão de volta a São Jorge no VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Severina Pires Belfort, Maria de Jesus Belfort, Antônia Penha Belfort Pereira e Paula dos Santos fazem parte de um grupo de 12 caixeiras remanescentes do quilombo Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru Mirim (MA). Elas representam o Império do Divino junto com oito crianças - os mordomos, segundo a tradição -, vestidas luxuosamente para significar renovação e energia e reforçar a idéia de divindade.

Uma explicação para a festa do Divino ser comemorada por terreiros, é que os povos de origem afro-descendentes aceitaram elementos europeus em sua cultura para conseguir aceitação social e que a pomba, figura que representa o Divino, pode ter sido associada ao pássaro que representava o limite entre a vida e a morte, a noite e o dia, por povos centro-africanos.

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