Apresentação do Encontro Veja a programação do Encontro Conheça os artistas Confira as Rodas de Prosa Feira de Oportunidades Sustentáveis Oficinas ministradas durante o Encontro Mostra de Cinema Petrobras Diário de São Jorge Material para imprensa Ficha Técnica do Encontro Entre em contato
 

31/05/2007 10:05
Cia Brasil Mestiço
Cultura afro-brasileira em destaque

por Alessandra Alves, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Música e dança de variadas tradições populares afro-brasileiras. A Cia Brasil Mestiço, liderada pela cantora, cavaquinista e compositora carioca Luciane Menezes se apresenta no VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que será realizado entre os dias 20 e 29 de julho de 2007.

Com um espetáculo que estreou em 2005 no Carreau du Temple, em Paris, durante as comemorações do Ano do Brasil na França, o grupo traz à Chapada dos Veadeiros o som das cirandas, dos maracatus e sambas de roda, além de outros ritmos regionais brasileiros.

No palco os artistas revivem a força das tradições que contribuíram para a formação da nossa música popular. O show é uma homenagem ao povo brasileiro por meio de cantos, pontos, afoxés e sambas inéditos e consagrados - a exemplo do canto de saudação à Iemanjá, Promessa de Pescador, de Dorival Caymmi - e de domínio público, como a cantiga de afoxé Eloiá.

A Companhia Brasil Mestiço é composta por jovens selecionados de projetos sociais comunitários como o Afroreggae, de Vigário Geral, o Jongo da Serrinha, a Companhia Étnica de Dança, o Andaraí, o Rio Maracatu e a Cia dos Comuns. A Cia trabalha durante todo o espetáculo a interação e participação do público utilizando coreografias desenvolvidas a partir de danças tradicionais nascidas de nossas manifestações populares.

Além de divulgar a cultura brasileira através da arte, Luciane Menezes promove também a divulgação do trabalho desses jovens e projetos sociais, fundindo o conjunto musical com o coreográfico e mais um regional de nove figuras, formado pela própria Luciane Menezes (voz),  Marcelo Bernardes (sopros), Lars Hokerberg (sanfona), Josemen Honaine (violão), Thiago Lima, Geórgia Tamara e Bruno Abreu (percussão), Marcos André e Lysia Leal (coro) e Marcio Bahia (bateria).

Luciane Menezes

Em 1995, levada pelo compositor e produtor cultural Lefê de Almeida, Luciane Menezes formava, com o regional Dobrando a Esquina, a primeira roda de samba e choro do Coisa da Antiga, que funcionava no nº 100 da  Rua do Lavradio, no Rio de Janeiro. Neste e em outros pontos da Lapa, tinha início o movimento de resgate da vida boêmia e musical do bairro, que ficou conhecido como Nova Lapa Carioca.

A empreitada pioneira deu tão certo que Luciane e o Dobrando ficaram quatro anos consecutivos em cartaz, fazendo o sucesso das noites de sexta no bar-antiquário. Cinco anos mais tarde, esta carioca nascida em Madureira e criada em São João do Meriti inaugurava - ao lado do grupo Pau da Braúna e da Companhia Brasil Mestiço (na época, apenas um corpo de dança) - o Rio Scenarium, que viria a se tornar referência obrigatória na geografia da Nova Lapa.

No final de 2006, Luciane Menezes, o Pau da Braúna e o Brasil Mestiço adentraram o Circo Voador arrebanhando para baixo de sua lona um público estimado em 20 mil pessoas. Mas a Lapa não é, naturalmente, o único território conquistado por Luciane Menezes, que também levou sua arte a grandes casas de espetáculo, como o Canecão, no Rio, o Tom Brasil, na capital paulista, a Évora, em Portugal - durante o Encontro Latino-americano de Cultura Popular de 1998 -, a Amsterdã, na Holanda, em 2003, e a Paris, por ocasião do Ano do Brasil na França, quando se apresentou ao lado do saxofonista Paulo Moura.

Além de contribuir de maneira significativa, para a retomada da efervescência da vida noturna e musical na Lapa - por onde, entre os anos 30 e 40 do século passado, circulavam a fina-flor da chamada Época de Ouro da nossa música popular - Luciane teve participação decisiva na revitalização do Jongo da Serrinha. Em 2002 ajudou a fundar a ONG Grupo Cultural Jongo da Serrinha, criada para sistematizar e dar continuidade ao trabalho de preservação do patrimônio histórico deste último reduto do jongo na cidade. Atualmente a cantora e sua companhia desenvolvem projetos culturais no Quilombo São José, em Valença (RJ), terra de Clementina de Jesus, junto ao grupo de jongo local.

Em 2004 fundou a Associação Brasil Mestiço voltada para o registro e divulgação de manifestações da cultura popular. Só no estado do Rio a ABM desenvolve projetos com mais de 20 comunidades que lutam pela preservação da herança de seus ancestrais, por meio da prática de expressões culturais como a umbanda, a ciranda, o calango, o jongo, bois- pintadinhos, fado, maneiro-pau, folias de reis e caninha-verde.

enviar por e-mail | imprimir
topo da página | mais notícias

26/05/2009 - IX Encontro de Culturas
Vem aí o IX Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

02/08/2008 - Encontro
Zambiapunga e Turma que Faz celebram o fim do VIII Encontro de Culturas Tradicionais

02/08/2008 - Arcoverde na Chapada
"É só tocar um pouco de Fogo que a explosão ocorre”

01/08/2008 - Entrevista
“Incelente Maravilha”

01/08/2008 - Show
Música caipira faz as honras da casa



Começa a festa


Programe agora sua viagem para São Jorge. Encontre as pousadas, campings e restaurantes da Vila.