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07/07/2007 17:45
Dércio Marques
O som do mineirinho

por Arthur Porto, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Dércio Marques é daqueles artistas que chegam sem bater e habitam os corações de quem conhece o seu trabalho. Sua maior alegria é criar suas músicas que estão diretamente ligadas ao meio ambiente e à questão social. "É assim que trabalho. Não perco a comunicação com a natureza para não perder nada nos seres vivos. Quando se perde algo assim, você perde algo dentro de você", confirma o mineiro.

Marcelo Scaranari

Dércio e Doroty Marques, durante o VI Encontro de Culturas

Em todos os shows, Dércio faz questão de se comunicar com o público. Com a vastidão dos temas que aborda, o repertório se torna imenso e os registros musicais não param. Cada show é uma vibração diferente, e o público passa a conhecer o sentimento que surge com a união da voz e da viola.

Seu interesse pela música começou desde pequeno. Para ser mais preciso, segundo Dércio, "no período de gravidez da minha mãe, que sempre acompanhava as músicas junto ao rádio, fazendo a segunda voz, e tinha como platéia os copos, os pratos e as panelas".

Uma das características principais deste artista é saber o que deve ou não cantar. Para Dércio, entre o público, as pessoas que estão ligadas espiritualmente à música o ajudam a tomar as decisões certas em relação ao repertório, que é todo improvisado. "Eu deveria ser como um professor, elaborar algo para apresentar. Mas não sou assim. Entro vazio no palco, e canto os que as pessoas querem ouvir", relata.

Dércio também adora trabalhar com crianças, considera que elas ouvem e sentem o que as cordas da viola querem dizer. "Esses meninos são muito engraçados. Eu fui um dia, junto com minha irmã Doroty Marques cantar em uma creche, e um garoto chamado Carlinhos me perguntou se eu era artista de verdade. Nunca esqueci deste menino e de sua inocência", completa.

O cantor conta ainda que precisa sempre viajar, hábito que herdou do pai. Considera que estar em movimento é fundamental para o homem, que desde os primórdios foi nômade. Para Dércio, é através desse processo que o ser humano consegue se reciclar interiormente, junto com a natureza que está ao seu redor.

Por ser apaixonado pela cultura popular e tradicional brasileira e ter uma vasta experiência musical nesta área, o cantor é tido como mestre para muitos violeiros. "Isso é loucura! É falta de juízo deste pessoal. Mestre é o Capitão Júlio que vem de uma tradição", brinca o mineiro, soltando boas gargalhadas.

Este ano Dércio Marques participa novamente do Encontro de Culturas Tradicionais. Além de acompanhar o congo de mulheres Nossa Senhora do Rosário, de Belo Horizonte (MG), participa das apresentações de outros violeiros e da opereta criada por sua irmã Doroty.

Histórias

"O instrumento que eu quero realmente tocar eu não sei fabricar, por isso procurei uma forma diferente de trabalhar com a minha música. Toco como um louco para conseguir compor um único tema, mas com muita vivacidade".

"Um dia eu estava me apresentando para um público bem bacana e de repente me veio na cabeça que eu deveria cantar uma música para o Capitão Júlio, do Terno de Moçambique de Minas Gerais. Cantei a música Balain de Flor durante uns dez minutos. Dias depois fui visitar meu amigo e contei sobre o que aconteceu no show, e ele explicou o porquê de eu ter cantado aquela melodia. Foi incrível".

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