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05/07/2007 18:29
Congo de Niquelândia
Devoção à Santa Efigênia

por Alessandra Alves, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

Tradição nascida em um quilombo chamado Xambá, onde viviam negros fugidos das senzalas Vila Boa (Cidade de Goiás), Meia Ponte (Pirenópolis) e São Félix (Cavalcante), a Congada da Irmandade de Santa Efigênia, da cidade de Niquelândia, interior de Goiás, é uma manifestação cultural e religiosa em louvor a Santa Efigênia e Nossa Senhora do Carmo.

Camila Pinheiros

Congo de Niquelândia durante apresentação no VI Encontro de Culturas

Com mais de 250 anos de tradição, essa dança popular de origem africana resiste ao tempo. A congada de Niquelândia é a principal atração de uma grande festa que se inicia todos os anos no dia 24 de junho, em frente a Igreja de Santa Efigênia, e segue até o dia 26 de julho.

Tudo começa com a capina do largo. Em seguida são realizados o levantamento do mastro da santa, o cortejo, a procissão, as missas e almoços de confraternização oferecidos pela imperatriz e o imperador de Nossa Senhora do Carmo. A organização fica por conta dos chamados festeiros, responsáveis pelo preparo da festa.

Registros históricos datados de 1794, encontrados no Conselho do Vaticano, na Itália, já dão conta da Irmandade e da Congada de Santa Efigênia. Esses papéis atribuem a Irmandade a responsabilidade de zelar pelo patrimônio das disciplinas dela própria e dos congos.

Miscelânea
Trajando as tradicionais roupas brancas em homenagem à Santa e símbolo da matriz africana, a Congada da Irmandade de Santa Efigênia tem como uma de suas principais características o uso de penachos na cabeça, que compõem o figurino dos integrantes.

Camila Pinheiros

Em frente à igreja de São Jorge, a cantoria do Congo

De acordo com Rosiane Ribeiro Silva, coordenadora de eventos da Irmandade, o congo de Niquelândia é o único que utiliza os penachos em sua indumentária. Segundo ela, quando os negros do quilombo chegaram à cidade, se aproximaram dos índios Avá-Canoeiros que já viviam no local.

Encantados pela animação do congo, os índios juntavam-se ao grupo para dançar e presenteavam os congueiros com penachos e saiotes confeccionados por eles e incorporados à tradição.

Apresentação
Em 2007, o congo de Niquelândia participa pela sétima vez do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. A fé cristã e a religiosidade do povo simples do interior goiano vão contagiar a quem passar pelo lugar.

A apresentação, que conta com cerca de 35 integrantes, será antecedida por um cortejo por toda a Vila de São Jorge. Em um segundo momento o congo sobe ao palco levando a bandeira de Santa Efigênia para a dança da congada e a cantoria. Em círculo, os integrantes desenvolvem um bailado que explora principalmente os movimentos de pernas e pés.

Para dar o ritmo, são utilizados instrumentos que remetem às tradições musicais do Brasil.  Cuíca, bumba, caixa, pandeiro, viola e reco-reco são tocados com orgulho por João Santana, Paulo, Valdivino da Viola, Candinho, Luiz e Benedito, os mais velhos componentes do congo.

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